segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Após a prata no Rio, Àgatha e Bárbara desfazem parceria
Prata no Rio, Àgatha e Bárbara encerram parceria (Foto: Tony Gentile/Reuters)
Depois de um ouro, com Alison/Bruno Schmitd, uma prata, de Àgatha/Bárbara Seixas, e com o encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, o universo do vôlei de praia vai voltando à rotina. Já a partir desta terça-feira (23), serão iniciadas as partidas do Grand Slam de Long Beach, na Califórnia, último evento do gênero na temporada 2016 do Circuito Mundial.

Mas o que mais chamou a atenção neste primeiro dia pós-olimpíada é justamente a abertura do time feminino que representou o Brasil no pódio em Copacabana. Conforme confirmado por Àgatha na manhã desta segunda, no Programa Encontro com Fátima Bernardes, ela e Bárbara Seixas não irão seguir mais como parceiras. Ainda no sábado, Bárbara teria anunciado a saída do time, visando os Jogos de Tóquio.

Com 29 anos, Bárbara chegará na próxima Olimpíada com 33. Já Àgatha, que hoje tem 33, estará com 37 anos, mesma idade em que Walsh chegou aos jogos do Rio (durante a competição, a norte-americana completou 38 anos). À princípio, este seria o principal fator para o fim da dupla. Fernanda Berti, que ao lado de Taiana, perdeu para Àgatha/Bárbara a decisão do Campeonato Mundial ano passado, seria a mais cotada para ser a nova parceria de Babi. A ex-atleta da quadra, que está no vôlei de praia desde 2012, está com 31 anos.

Ainda conforme declarações de Àgatha ao programa global, ela ainda estuda qual o melhor caminho a seguir. Maria Elisa, com quem formou dupla durante a experiência de seleções, em 2013, Taiana, Duda, Carol Horta, Rebecca e Larissa são algumas das opções de defensoras brasileiras. Caso alguma dessas seja escolhida, inevitavelmente, haverá um efeito dominó, com a abertura de outros times.

Para quem não acompanha o dia a dia do vôlei de praia, o fim da dupla, menos de sete dias após a conquista mais importante do time, é uma grande surpresa. E para quem acompanha também. Até então, as separações vinham acontecendo após resultados ruins. A prata no Rio, para uma dupla considerada "número 2" do Brasil, não seria algo tão ruim assim.

Para muitos, Àgatha e Bárbara foram a grande sensação do vôlei de praia no Rio. Embora duas, pareciam uma só. Eram afinadas, dentro e fora de quadra, demonstravam um enorme carinho uma com a outra e jogavam felizes.

No entanto, se o objetivo é Tóquio, a Olimpíada do Rio realmente já é passado. Até então, as medalhistas de prata estavam juntas desde 2011, sendo o time mais antigo de todos os femininos que jogaram em Copacabana.

Quatro anos no vôlei de praia é um tempo enorme. Até a abertura dos Jogos japoneses, o mais provável é o rompimento de alguns outros times. E o amadurecimento de algumas promessas, como Duda, Ana Patrícia, Guto e Saymon, nomes que para mim, têm tudo para estar entre os cotados à vaga olímpica nos próximos anos.

Larissa e Talita estarão com 38 anos em 2020. Nenhuma das duas se pronunciou oficialmente até o momento, mas a vontade de ser mãe, desejo externado por ambas as atletas em algumas entrevistas, deve também gerar a ruptura do time. Além do resultado abaixo do esperado, que pode ter desestimulado as atletas a encararem o quarto ciclo olímpico da carreira.

Bloqueadores de origem, e com uma campanha longe do esperado, Pedro Solberg e Evandro também podem trilhar caminhos diferentes nos próximos anos. Dos quatro times, Alison/Bruno Schmitd é a separação mais improvável. Foram ouro, Alison tem 30 anos, Bruno Schmitd completará 30 em outubro, e os dois dizem gostar de viver em treinar em Vitória.

Como já escrito, para quem não acompanha, as separações soam estranhas. Mas acabaram se tornando uma decisão bastante comum no vôlei de praia brasileiro nos últimos anos. Tiram um pouco do encantamento do vôlei de praia, é verdade. Mas, muitas vezes, acabam se fazendo necessárias diante de um crescimento muito grande do esporte em outros países. Com tantas idas e vindas, não é de se duvidar que, até 2020, o mesmo time que se desfaz hoje, não se refaça lá na frente.

Para quem quiser acompanhar, eis o link  da participação de Àgatha no programa de Fátima Bernardes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Logo em sua primeira Olimpíada, Bruno conquista o ouro; prata em Londres, Alison é o único a repetir uma decisão olímpica
Doze anos depois, o vôlei de praia feminino voltou a uma decisão olímpica. Doze anos depois, o vôlei de praia masculino, que esteve nas últimas cinco finais dos Jogos, conquistou um novo ouro para o Brasil. Ambos os feitos realizados no Rio de Janeiro, nas praia de Copacabana, diante da torcida brasileira.

Na madrugada desta sexta-feira (19), Alison/Bruno Schmitd se comportaram como era previsível: a dupla campeã da Copa do Mundo de Vôlei de Praia foi superior aos campeões europeus Nicolai/Lupo, que dificultaram a partida, mas não foram capazes de deixar a vitória escapar da mão dos brasileiros. Dois sets a zero, com parciais de 21/19 e 21/17, e concretização de um sonho, que para Alison fora iniciado em Londres, quando ele e Emanuel também chegaram à decisão, mas acabaram vendo o ouro escapar num tie-break disputado ponto a ponto com alemães.

Vitória de uma dupla que era apontava como favorita desde o início não por acaso. Bloqueador nato e excelente virador de bolas, o gigante Alison tinha parte dos requisitos de um bom time. Exímio defensor e sacador, o baixinho Bruno Schmitd, que por pouco não abandonou o esporte devido às críticas pelo sua altura. completava a metade restante. Se Alison arriscou-se ao desfazer a parceria com Emanuel, Bruno também ousou ao separar-se de Pedro Solberg, naquele que era, até então, a dupla mais encaixada para os Jogos Rio 2016.

Ousadia que transformou-se em alegria. Primeiro, no ano passado, quando "Mamute" e "Mágico" venceram o Campeonato Mundial, diante de toda uma arquibancada torcendo para os anfitriões holandeses. Agora, em casa, com cerca de 12 mil pessoas jogando ao lado dos brasileiros. Até nisso, nessa contraposição de público, prova o quanto o time era forte.

O último obstáculo então seria passar por adversários de peso antes da decisão: uma dupla espanhola, ex-campeã europeia, uma parceria norte-americana, que contava com um grandalhão campeão olímpico, e uma dupla campeã mundial no ano de 2013. E isso também não acabou sendo um problema para os brasileiros.

Os italianos até poderiam sair com o ouro. Mas seria uma injustiça do esporte. Alison/Bruno, em todos os requisitos, eram os mais merecedores. Torcedores, jornalistas, voluntários, funcionários que montaram a gigante e histórica arena em Copacabana, equipe de entretenimento e tantos outros brasileiros, que, de alguma forma, contribuíram para o espetáculo olímpico carioca também mereciam ver o vôlei de praia brasileiro conquistar o ouro que, como um pecado, acabou escapando das mãos de Àgatha/Bárbara na noite anterior.

No saldo geral, ouro e prata para o Brasil na Olimpíada disputada em casa.

Se Alison precisou de duas decisões consecutivas para chegar ao ouro, Bruno ganhou o seu logo na estreia olímpica. E ainda presenteou o tio Oscar Schmitd, que passou cinco vezes brilhando pelos Jogos Olímpicos sem conseguir o tão sonhado pódio.

Com as duas novas medalhas obtidas no Rio, o Brasil passa a ser dono de 13 das 36 medalhas distribuídas ao vôlei de praia, desde que o esporte entrou para o quadro olímpico, em 1996. E, assim como Àgatha/Bárbara, Alison/Bruno repetem o pódio, tanto no Campeonato Mundial quanto na Olimpíada. Eles, no entanto, com ouro nas duas competições mais importantes da modalidade.

Seria lindo ver o título também para as meninas, mas sabe-se lá o motivo pelo qual ele não veio. Talvez, para Àgatha e Bárbara viverem a mesma emoção de Alison: trabalhar ainda mais forte para transformar a prata em ouro quatro anos depois.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ágatha/Bárbara conquistam prata nos Jogos Olímpicos do Rio
Campeãs do Campeonato Mundial 2015, Àgatha/Bárbara são prata, e única dupla a estar nos dois pódios do vôlei de praia 
Não sou atleta, mas disputar uma medalha de ouro e não ganhá-la deve doer. Na noite desta quarta, ver Àgatha/Bárbara Seixas serem derrotadas pelas alemãs Ludwig/Walkenhorst doeu. Doeu pelas parciais relativamente fáceis das germânicas, 21/18 e 21/14, em 43 minutos de partida. Doeu por saber que na noite anterior as brasileiras haviam realizado o feito histórico de serem as únicas a derrotarem Kerri Walsh em Jogos Olímpicos.

Mas, aos poucos, a dor passou. Passou porque Àgatha/Bárbara foram além. Considerado o time "número 2" do Brasil na Rio 2016, superaram a desconfiança. Em teoria, Juliana/Maria Elisa, pelo histórico, seriam a segunda dupla a garantir vaga para os Jogos.

Em 2011, quando a parceria foi formada, talvez nem elas imaginariam que chegariam tão longe. Foram subindo degrau por degrau. Começaram a se destacar no Circuito Brasileiro, se qualificaram para o Circuito Mundial. Em 2013, passaram pelo esquisito sistema de seleção, onde foram separadas, na semana seguinte em que conquistaram o primeiro título do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia. Mesmo assim, Àgatha com Maria Elisa e Bárbara com Lili, continuaram trabalhando. Meses depois, Bárbara foi bronze no Campeonato Mundial de Stare Jablonki, competição mais importante daquele ano.


Com a extinção de ideia de separar parcerias, Àgatha/Bárbara refizeram o time. Em 2014, vieram outras vitórias em etapas nacionais, mais um título de Circuito Brasileiro, o primeiro ouro em Circuito Mundial, e uma segunda colocação geral no ranking mundial da temporada. 

Em 2015, seguiram em evolução. Bronze dois anos antes, desta vez Bárbara foi ouro, com a parceira de origem, no Campeonato Mundial da Holanda, naquele que era então o ápice da dupla. Com a boa pontuação da etapa, aliada ao primeiro título de Grand Slam, o de São Petersburgo, foram as campeãs da temporada internacional. 

Com a prata conquistada ontem, se tornaram o único time do atual ciclo olímpico a estar no pódio do Campeonato Mundial e olímpico. Como bônus, ainda foram vice-campeãs do evento-teste, disputado ano passado. 

Muito se falou das três tentativas de Robson Conceição para se chegar ao ouro. Com 33 e 29 anos, respectivamente, Àgatha e Bárbara podem ter, no mínimo, mais uma chance subir uma posição no pódio. Se não conseguirem, já estão eternizadas como a dupla que levou o Brasil a uma decisão olímpica, após 12 anos de jejum. Serão lembradas como a parceria que jogou feliz, com muito sorriso no rosto, num jeito bem brasileiro de ser. Mesmo ainda em meio ao misto de dor e alegria, o semblante no pódio não deixou de aquele que é a marca registrada da dupla.

Laura Ludwig e Kira Walkenhorst foram melhores e mereceram o ouro. Mesmo alemã, Ludwig não deixa de ser um pouco brasileira: na aparência física, no português que aprendeu a razoavelmente falar, na raça que tem dentro de quadra e na simpatia em tratar torcedores e jornalistas. Assim como Robson Conceição, precisou de três Olimpíadas para chegar ao ouro.

Walsh, que se redimiu da única derrota da carreira olímpica, venceu Larissa/Talita e festejou muito o bronze, mesmo com três ouros no currículo. E também não deixa de ser uma pouco brasileira: é treinada por um técnico que nasceu no Brasil, tem vários amigos no país e ganha sempre o carinho e o respeito dos torcedor que está na arquibancada. Na verdade, Walsh é uma espécie de Michael Phelps ou Usain Bolt: dispensa nacionalidade. Seria, no mínimo, estranho ver o pódio olímpico sem ela.

Talvez, o tão sonhado ouro, que não veio ontem, venha com Alison/Bruno Schmitd hoje. Assim como o Àgatha/Bárbara, foram campeões do Campeonato Mundial ano passado e podiarão na Olimpíada do Rio. 

Podem ser ouro? Sim. Podem terminar com a prata? Sim também. Como disse a um amigo nesta semana, precisamos mudar o conceito de que somente o ouro serve. Talvez, a partir daí consigamos avançar um pouco na nossa cultura esportiva e nas colocações do quadro de medalhas. 

Para quem não acompanha vôlei de praia e não conhecia Àgatha/Bárbara, elas se apresentaram muito bem aos brasileiros. Para quem acompanha, saltar do primeiro ouro em Circuito Mundial para uma prata olímpica, em apenas dois anos, é algo que supera qualquer tipo de dor. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Desde 2004, Brasil não tinha duplas nos dois naipes da decisão olímpica; duplo ouro é inédito (Foto: FIVB)

Pelo horário da partida, iniciada por volta das 23h59 e finalizado por volta de 1h da manhã, pode parecer sonho, mas Àgatha/Bárbara Seixas conseguiram o maior feito do vôlei de praia nestes Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro até aqui: derrotaram Walsh/Ross, por 2 sets a 0, e garantiram vaga na final feminina do torneio, doze anos após Adriana/Shelda disputarem a decisão de Atenas 2004, justamente contra Walsh, que na época jogava com May.

Muitos poderão dizer que o resultado foi inesperado. E não deixa de ser. Mas, por si só, as parciais mostram a superioridade das brasileiras: 22/20 e 21/18, naquela que foi, para muitos, a melhor atuação da história do time "número 2" do país.

Pode parecer apropriação de um resultado favorável, mas, mais cedo, logo após a derrota de Larissa/Talita, cheguei a tweetar no perfil do Primeiro Set: Àgatha/Bárbara poderiam fazer história. Diferente de Larissa/Talita, que carregavam o peso do favoritismo, a dupla podia entrar solta em quadra, como vinha acontecendo nas partidas anteriores. Mesmo jogando mais alegres, Àgatha/Babi não perderam o foco, jogando sempre com muita segurança e concentração.

Diante de tal feito, a pressão desta noite, dia da disputa pelo ouro, deve ser bem maior do que nos dias anteriores. Mas a fala de Bárbara à assessoria da CBV ao final da partida mostra o quanto o trabalho vem sendo consistente também no lado psicológico: "(..) Foi muito importante, histórico, mas temos que virar essa chave, nos prepararmos demais. As alemãs são um time muito perigoso. Não venceram nossa outra dupla brasileira, uma das mais fortes do mundo, por acaso."

No histórico dos duelos, Ludwig/Walkenhorst são superiores. Enquanto as alemãs venceram quatro partidas, as brasileiras só conseguiram um resultado positivo. Ou seja, vitória europeia e prata brasileira não será uma "amarelada" verde-amarela. No entanto, pela caminhada até aqui, Àgatha/Bárbara podem sim, 20 anos depois, dar o segundo ouro para vôlei de praia feminino.

Larissa/Talita disputam o bronze, contra Walsh/Ross. E aí vem a imprevisibilidade do esporte: para muitos, este seria o confronto pela medalha do ouro. Curiosamente, um destes dois times acabará em quarto lugar, sem nenhuma medalha.

Independente do resultado, vejo esse torneio olímpico como o mais incrível dos últimos tempos: as quatro duplas que lideram o ranking internacional chegaram às semifinais e brindaram o torcedor com muitos sentimentos: alegria, tristeza, incredulidade, encantamento. Os últimos capítulos dessa história começam às 23h desta quarta. Que os deuses olímpicos façam eles serem coloridos de verde-amarelo ;)

Segunda final de Alison e estreia de gala para Bruno "Mágico"

Embora Pedro Solberg/Evandro tenham ficado pelo caminho, numa "injustiça" olímpica, no meu humilde entendimento, o Brasil também se vê representado na decisão.

Depois de fazerem uma semifinal duríssima, de 2 sets a 1 (21/17, 21/23, 16/14), contra os holandeses Brouwer/Meeuwsen, Alison/Bruno Schmitd seguiram no que se previa. A partir de 23h59 desta quinta (18), disputam o ouro contra os italianos Nicolai/Lupo.

Curiosamente, Bruno "Mágico" Schmitd estreia em Olimpíadas já chegando à decisão olímpica, assim como acontecia com Alison "Mamute", há quatro anos, nos Jogos de Londres. Outra curiosidade: do alto de seus modestos 1,85m, o sobrinho de Oscar Schmitd pode, já de cara, conquistar a medalha que o tio não conseguiu em cinco participações olímpicas.

Diferente do feminino, longe das últimas duas decisões pelo ouro, o vôlei de praia masculino do Brasil mantém uma sequência de cinco finais consecutivas, iniciada em 2004, com Ricardo/Emanuel.

Por tudo que se viu em Copacabana desde o dia 6 de agosto, apontar favoritos é roleta-russa. Mas, como grande torcedora desses times brasileiros, não posso deixar de acreditar num duplo ouro verde-amarelo, algo inédito para o Brasil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Alison chega na 2ª semifinal consecutiva e elimina campeão olímpico dos EUA
Depois da classificação de Larissa/Talita e Àgatha/Bárbara Seixas para as semifinais das Olimpíadas do Rio, Alison/Bruno Shcmitd também deram mais um importante passo rumo ao ouro olímpico. Acredito que o passo mais difícil até aqui.

Em partida disputada na tarde desta segunda-feira (15), os brasileiros venceram Dalhausser, campeão olímpico em Pequim 2008, e Lucena, por 2 sets a 1 (21/14, 12/21, 15/9), eliminando a única dupla norte-americana que ainda se mantinha viva na competição, e garantindo vaga brasileira entre os quatro melhores do torneio olímpico.

O próximo passo rumo à final olímpica em casa será nesta terça, contra os holandeses Brouwer/Meeuwsen, campões mundiais em 2013, que derrotaram os compatriotas Nummerdor/Varenhorst, vice-campeões mundiais ano passado, derrotados justamente por Alison/Bruno. A partida será às 17h, logo após o duelo entre Larissa/Talita contra as alemãs Ludwig/Walkenhorst.

Tão importante quanto o resultado em si, a partida de hoje dá uma moral ainda maior para o time brasileiro, que podia perfeitamente ter Dalhausser/Lucena como adversários da decisão. Com a derrota do time dos Estados Unidos, os americanos somam duas Olimpíadas sem pódio no masculino.

Já o Brasil de Alison pode novamente medalhar. Em 2012, o "Mamute" foi prata, ao lado de Emanuel. E Bruno "Mágico", sobrinho do "Mão Santa" Oscar, pode curiosamente, do alto dos seus 1,85m, dar a primeira medalha olímpica para a família Schmitd.

Embora os adversários mais difíceis, pelo menos em teoria, terem sido deixados para trás, o caminho até o ouro ainda é longo. Mas dá para acreditar!

Atualizada às 12h17

Após dezesseis anos, o Brasil terá duas duplas de vôlei de praia entre as quatro melhores de uma Olimpíada. A última vez do feito foi nos Jogos de Sidney 2000, quando Adriana Behar/Shelda terminaram com a prata e Adriana Samuel/Sandra Pires foram bronze.

Com as vitórias de Larissa/Talita e Àgatha/Bárbara Seixas, que neste domingo (14) passaram as semifinais, eliminando suíças e russas, seguem vivas também as chances de uma decisão 100% brasileira, tal como aconteceu há 20 anos, quando Jaqueline/Sandra Pires e Mônica/Adriana Samuel decidiram o ouro em Atlanta 1996.

Na pior das hipóteses, com derrota dos dois times na partida que vale vaga para a final, o Brasil terá um cruzamento de compatriotas na disputa pelo bronze, garantindo a medalha e repetindo o feito de Londres 2012, quando Juliana/Larissa terminaram em 3º.

Por outro lado, pensando muito positivamente, as duplas podem chegar a uma decisão entre compatriotas, jogando justamente no Brasil.

Não é impossível, mas o caminho para uma decisão caseira é muito complicado e dependerá de uma atuação quase impecável dos dois times. Àgatha/Bárbara terão pela frente a tricampeã olímpica Kerri Walsh e sua parceira April Ross, prata em Londres. Ontem, as americanas bateram a Austrália com muita facilidade, chegando à quinta vitória em cinco jogos disputados até aqui. Enquanto sobra experiência para as americanas em competições olímpicas, Àgatha/Bárbara debutam em Jogos Olímpicos. Mesmo assim, a classificação para as semifinais mostrou que o time "número 2" do Brasil, que detém o título do Campeonato Mundial, conquistado na Holanda ano passado, está focado, bem treinado e com uma preparação física e psicológica muito forte.

Já Larissa e Talita, que já têm três Olimpíadas no currículo, disputadas com parceiras diferentes, chegam com mais expertise. O duelo que pode colocar a parceria na final será contra as perigosas alemãs Ludwig/Walkenhorst, atuais campeãs europeias e campeãs do Circuito Mundial 2016 por antecipação. Vale lembrar que Larissa venceu Ludwig em 2012, em partida válida pelas quartas de final dos Jogos britânicos.

Os dois confrontos acontecem nesta terça, às 16h, com Larissa/Talita e Ludwig/Walkenhorst. Às 23h59, Àgatha/Babi pegam as americanas. A disputa pelo bronze e pelo ouro será na quarta, a partir das 22h.

Quatro duplas, justamente as quatro primeiras do ranking internacional e estimativas dificílimas de serem calculadas. Além da técnica e do fator físico, o coração pode ser muito importante nesses confrontos.

Alison/Bruno x Lucena/Dalhausser

Entre os homens, Alison/Bruno Schmitd, único time brasileiro ainda vivo na Olimpíada, terão hoje um grande desafio pela frente. Às 16h, encaram os americanos Lucena/Dalhausser. Se vencerem, chegam nas semifinais, tendo com adversários ou Nummerdor/Varenhorst ou Brouwer/Meeuwsen, ambos times da Holanda.

Uma coisa é certa: estes estão sendo os Jogos Olímpicos mais equilibrados dos últimos anos no vôlei de praia. É só pedreira, meus amigos!

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